Este post é mais um da série COISAS QUE EU NÃO QUERO ESQUECER. É claro que se eu fosse escrever aqui realmente tudo que desejo guardar não poderia sair da frente do computador, porque exatamente tudo do meu pequeno eu desejo reservar na mente.
Mas, como não dá para eternizar cada suspiro seu, eu fico tentando guardar suas falas inusitadas, porque além de alegrar minha alma elas orgulham meu coração, reconhecendo que o desenvolvimento do meu Tom é a coisa mais linda que eu poderia acompanhar.
Então, relato um diálogo que marcou nossa brincadeira ontem...
Sempre pergunto ao Tom os nomes das partes do corpo e ele me responde, seja cantando, tocando nela ou da forma que inventarmos no dia.
Então, para inovar, decidi perguntá-lo, além dos nomes, para que servia cada coisa. Foi aí, que quando lhe perguntei para que servia o joelho ele prontamente me disse:
- Para cair!!!!!
Então eu prossegui:
- E os olhos? - ele, rapidamente, completou:
- Para chorar!
Não contive a gargalhada e me encantei com a forma como procurou me explicar a serventia daquelas partes do corpo que, certamente, ele nunca havia pensado antes. Nessa hora, me lembrei de Wallon e de sua forma de explicar o desenvolvimento partir da afetividade.
Isso porque, este teórico compreende que a criança constrói teorias e, para isso, lança mão de um repertório de informações e observações que se relacionam com ela de maneira muito particular. Como o Tom (e todas as crianças desta fase) possui uma foma de pensamento que o Wallon nomeou de sincrético, ele vai construindo uma espécie de nuvem de elementos que vai combinando para dar sentido as coisas, sempre a partir de suas próprias experiências, não tendo condições de pensar para além dele (egocentrismo).
Assim, quando ele é chamado a pensar sobre o joelho, parte do corpo que funciona muito mais como elo do que de forma independente, o pequeno retoma suas tantas quedas que machucam e o fazem chorar, reconhecendo, por isso, que esta é a utilidade desta parte do corpo. E, justamente por isso, ele entende, também, a função dos olhos.
É uma maravilha poder entender isso! Quando o Tom me diz: "serve para cair!" ele está me dizendo: "esta é a utilidade do joelho para mim!" "É assim que eu percebi"!.
Por isso, quando as crianças pequenas nos perguntam sobre algo, devemos ajudá-las explicando o mundo a partir delas próprias. Talvez seja essa a maior dificuldade que nos adultos sentimos, porque queremos que a criança olhe a vida da nossa forma, ao invés de entendermos a suas maneiras de ver (que certamente são muito mais interessantes que as nossas).
- Para que servem os olhos?
- Servem para você ver o desenho da Pepa, chorar quando estiver triste, ver o mar e olhar pra mamãe!!!
Certamente, se eu ajudar ao Tom a entender a vida a partir de suas experiências, seu projeto de conhecimento do mundo, dele mesmo e de tudo que o cerca será muito mais fácil.
Bem, se é assim, passarei a ver o mundo "pela luz dos olhos teus", meu filho! Obrigada por me dar este presente!
domingo, 28 de setembro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
Apenas Brincando
Quando eu estiver no quarto, construindo um edifício de blocos, por favor, não diga que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco sobre equilíbrio e forma.
Quando eu estiver bem vestido, arrumando a mesa, cuidando do bebê,
não tenha a ideia de que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco, pois algum dia eu posso ser uma mãe ou um pai.
não tenha a ideia de que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco, pois algum dia eu posso ser uma mãe ou um pai.
Quando você me vir até meus cotovelos na pintura, ou ajeitando uma moldura, ou moldando e dando forma à argila, por favor, não me deixe ouvi-lo dizer que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.Eu estou me expressando e sendo criativo, pois algum dia eu posso ser um artista ou um inventor.
Quando você me vir sentado em uma cadeira “lendo” para uma audiência imaginária, por favor, não ria e não pense que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco, já que algum dia eu posso ser um professor.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco, já que algum dia eu posso ser um professor.
Quando você me vir recolhendo insetos ou colocando coisas que encontro no bolso, não os jogue fora como se eu “estivesse apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco, pois algum dia eu posso ser um cientista.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco, pois algum dia eu posso ser um cientista.
Quando você me vir montando um quebra-cabeças, por favor, não pense que estou desperdiçando tempo “brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Estou aprendendo a concentrar-me e resolver problemas, já que algum dia eu posso ser um empresário.
Quando você me vir cozinhar ou provar comidas, por favor não pense que estou aproveitando, que é “só para brincar”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Eu estou aprendendo sobre os sentidos e as diferenças. Algum dia eu posso ser um “chef”.
Quando você me vir aprendendo a saltar, pular, correr e mover meu corpo,
por favor não diga que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Eu estou aprendendo como meu corpo trabalha e algum dia eu posso ser um médico, uma enfermeira ou um atleta.
por favor não diga que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Eu estou aprendendo como meu corpo trabalha e algum dia eu posso ser um médico, uma enfermeira ou um atleta.
Quando você me perguntar o que fiz na escola hoje, e eu responder: “eu brinquei”, por favor não me entenda mal. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Eu estou aprendendo apreciar e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou preparando-me para o amanhã.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Tomaz entrou, Tomaz saiu e conseguiu!
Neste São João o Tom estava
mais falante de que nunca. Talvez por
isso ele tenha se esmerado em ampliar o repertório das suas lindas palavras e
frases que eu não quero esquecer.
Assim, trato logo de
eternizá-las aqui, a fim de que eu não fique refém da minha humilde memória,
que, por sinal, tem me deixado na mão muitas vezes nos últimos tempos de mãe,
trabalhadora, estudante e outras coisitas mais.
A narrativa de hoje foi logo
pela manhã, quando ele entrava e saia de uma casinha que está localizada no
parque do condomínio de seus primos em Gravatá. A cada entrada e saída ele
emitia esta frase:
- Eu entrou, eu saiu... Eu
conseguiu!
Ao invés de achar engraçado
ou corrigi-lo, fiquei eufórica e meu coração se encheu de alegria ao ouvir esta
fala do meu pequeno, porque, neste momento, tive certeza e que ele deixava o
lugar de interpretado (típico das crianças em fase inicial de fala, na qual os
pais – e eu me incluo – buscam significar tudo o que é dito pelo filho) assumindo
o papel de intérprete de sua língua materna.
Do ponto de vista do
desenvolvimento isto é uma conquista entanto. Tomaz buscava narrar suas conquistas de tal
modo que reproduzia a fala dos adultos (vejam que se fosse eu narrando diria:
Tomaz entrou, Tomaz saiu, Tomaz conseguiu).
Se acreditamos no que nos
disse Vygotsky sobre o papel da imitação para aprendizagem, poderia dizer que
esta narrativa do meu pequeno apresenta um progresso enorme em seu
desenvolvimento linguístico, porque entende que há uma forma própria de se
comunicar e que a maneira correta é a fala do outro.
Não tenho dúvidase, justo
por acreditar nisso, posso afirmar:
_ Tomaz entrou, Tomaz saiu e
conseguiu não apenas evoluir em sua compreensão acerca da comunicação, mas
encher de orgulho essa mãe professora.
Um viva para esta conquista
do Tom!
domingo, 15 de junho de 2014
As mais lindas palavras de amor...
Tudo o que um filho faz nos
encanta, mas há algumas coisas que nós gostaríamos que ficassem registradas
para sempre num lugarzinho bem especial da memória. Por isso, decidi escrever
as falas inusitadas do meu pequeno, sempre que elas encham de alegria meus
ouvidos e me façam considerar alguma coisa especial. Isso porque, seja o que for, são palavras de amor para mim!
Sei que estou correndo o
risco de no primeiro ano ter um exemplar mais grosso do que a trilogia do
senhor dos anéis, mas prefiro correr este risco do que perder ao vento palavras
que meu pequeno Tom proferiu e que me alegraram a alma.
Sendo assim começo narrando
sua consulta à alergologista semana passada. Enquanto a médica tentava
convencê-lo a permitir que ela o examinasse, ofereceu ao Tom uma máquina
fotográfica de brinquedo. Em seguida,
entregoulhe um bonequinho do Mike, personagem dos Monstros S.A e disse-lhe:
- Tira uma foto do Mike,
Tom.
Neste momento meu filhote
junta o bonequinho ao seu rosto e dispara:
- Self com Mike.
Neste momento a médica
gargalhou tanto, enquanto ele olhava com espanto a risada proferida.
- Estou me divertindo!
Por fim, a terceira
narrativa de hoje é sobre o fato dele ter aprendido a perguntar, modificando a
entonação da fala quando a frase é interrogativa. É muito engraçado ouvi-lo
perguntar, sobreduto a interrogação mais presente em seu vocabulário: “que
barulho é esse?” para qualquer novo som que escuta.
Certamente estas pequenas
falas, que podem ser bobas aos ouvidos de alguns, mas surpreendentes aos meus,
não gostaria que fossem esquecidas. Aqui tenho certeza que ficarão muito bem
guardadas!!!quinta-feira, 5 de junho de 2014
Tom está aprendendo que não há coisa de menino...
Nos planos que eu faço para
o Tom não estão os de que ele seja bem sucedido, rico e casado com a mulher
mais bonita. No meio dos planos que faço para ele, estão aqueles que se voltam à
possibilidade de que meu filho seja feliz e, por isso, tento oferecer ao
pequeno uma educação pautada em valores que sejam morais, não sexistas e de base humanística
Meu maior anseio não está
relacionado ao valor de salário que o meu filho terá, porque dinheiro, para
mim, serve para atender as necessidades e não para trazer-me felicidade. Por
isso, e pensando que assim também será para o Tom, busco oferecer a ele uma
formação não sexista, cuja equidade de gênero seja uma realidade.
E isso começa do básico! Tom
brinca de carrinho, boneca, panelinha ou jogo de encaixe, porque possui, entre
os que têm acesso, todos estes. Aqui em casa não há brinquedos de menino ou de
menina... Há brinquedos com os quais se pode se divertir.
Também não há sempre tudo
azul, porque a cor tem a ver com momento, com finalidade, com desejo. Ele pinta
de rosa, de azul, de verde e de qualquer cor que ele desejar que faça parte de
suas artes, de sua vida.
Não há um monte de super-heróis...
Em seu quarto há poesia, há brinquedos e há muito amor para que ele se sinta
acolhido e possa achar que beijar e abraçar os outros é coisa de menino e de
menina.
Faço isso porque acredito
que crianças que aprendem que meninos e meninas devem ter direitos, deveres e
oportunidades iguais serão adultos que saberão respeitar o outro,
independentemente do fato de ser homem ou mulher. Isso me importa: realmente
quero que meu filho aprenda a respeitar e incorpore isto a sua personalidade.
É nesta meta que temos
trabalhado aqui em casa e ontem, ao ver o desenho da Pepa Pig, a porquinha
famosa do momento, me animei ao ter certeza de que há programação para crianças que já
transmitem esta mensagem.
Isso ficou claro no episódio
nomeado de "Primeira aula de balé", cujo nome já anunciava que trataria do primeiro encontro da
porquinha com este tipo de dança. No episódio em questão, ao chegar na escola de
dança, Pepa encontrou-se com todos os outros animais que atuam no enredo,
independentemente de serem meninos ou meninas. O que o autor de Pepa evidenciou,
neste desenho, foi o fato de balé ser uma dança, ser arte e, por isso, poder ser executado
por qualquer pessoa, independentemente do sexo.
Ainda nesse episódio da trama ,a porquinha
voltou ao lar e quis mostrar à sua família os passos aprendidos na aula. Neste momento, embora toda família estivesse na sala, foi seu pai que a ajudou, verbalizando os nomes dos passos de balé que ela tinha esquecido e reproduzindo-os junto com Pepa, da
forma mais natural e tranquila que pode ser uma relação entre pai e filha. Isso me alegrou!
Ainda para aumentar minha alegria, logo após o episódio citado, teve início outro cujo tema era a importância de lavar o
carro - objeto que, em nossa sociedade, serve para reafirmar estereótipos de gênero.
Nesta história, o Papai e a Mamãe Pig agiam igualmente, lavando todo o automóvel. Quando ele ficou bem limpinho, foi dirigido pela mamãe e não pelo papai, como acontece na maioria dos filmes e desenhos infantis.
Nesta história, o Papai e a Mamãe Pig agiam igualmente, lavando todo o automóvel. Quando ele ficou bem limpinho, foi dirigido pela mamãe e não pelo papai, como acontece na maioria dos filmes e desenhos infantis.
Ver estas cenas me alegraram
a alma. Realmente, espero que meu pequeno entenda que as tarefas domésticas são
atribuições tanto do pai quanto da mãe, assim como tanto o pai quanto a mãe têm
capacidade de lavar e dirigir o carro.
Sei que essa forma de ver a
vida não se dá por um passe de mágicas, mas com uma rotina na qual estereótipos
de gênero possam ser rompidos. A menina linda, loira e bailarina, que está entre
as ideias que ressaltam o preconceito em relação aos papéis masculinos e
femininos na sociedade, devem ser abominados, dando origem a pessoas normais,
com suas belezas e preferências, que dançam e são felizes.
Aqui em casa temos tentado
esta ruptura. Ainda bem que a Pepa também tem nos ajudado e que o Tom tem o
exemplo de um pai que é maravilho e, além de tudo, um grande homem... Tão
grande, que não precisa ser machista.
domingo, 18 de maio de 2014
Lições do Circo
Ontem
foi dia de Circo e, como toda primeira vez do Tom fica registrada aqui, esta
não poderia ser diferente.
Passamos
toda semana planejando, esperando, e curtindo nossa ida ao Spettacolo Florilegio. Mas, para nossa surpresa,
enquanto estávamos na organização, descobrimos que o circo tinha ido embora e,
junto com ele, nossa possibilidade de vivenciar esta experiência naquele
momento.
Foi
no espírito de frustração que iniciamos a peleja de nova programação para o
sábado e descobrimos que um novo circo estava na cidade: Empyre Circus.
Ao
buscarmos informações sobre este espetáculo, identificamos de cara que era bem
mais simples, bem menor, mas não menos circo que o escolhido anteriormente e
que, assim sendo, haveria de ser a melhor programação para nossa tarde.
Foi
pensando dessa forma que nos dirigimos ao lugar marcado, esperando fazer da
tarde do Tom uma verdadeira diversão, ao enredo de malabaristas, com trilha
sonora marcada por risadas com os palhaços e aplausos da plateia.
Acontece que quando tudo começou eu fiquei bem
mexida. Ao observar a estrutura do Circo e a forma colaborativa como as pessoas
atuavam ali eu pensei que o senso de comunidade presente naquelas relações era
o que eu mais queria que meu filho pudesse levar daquela tarde. Mais do que
qualquer risada ou surpresa.
Isso
porque, com poucos recursos, todos naquele espaço desempenhavam muitas funções.
A moça que fazia o número como equilibrista vendia churros após sua
apresentação; a mágica (o que já me encantou porque são sempre mágicos), vendia
pastéis; e assim naquele espaço todos colaboravam fazendo daquilo ali suas
vidas e famílias.
Até mesmo um garotinho, aprendiz de palhaço (na forma mais nobre da profissão), recebia os convidados e cumprimentava um a um na tentativa de nos fazer sentir em casa o que, certamente, conseguiu.
Mais
do que desempenhar vários papéis, todos agiam com naturalidade e simplicidade,
encantando a mim, meu marido e ao pequeno Tom. Depois dessa lição, pouco me
importava que os movimentos do malabarista não eram “tão perfeitos” assim ou
que os malabares, por vezes, iam ao chão.
Eles
conseguiam fazer coisas que eu jamais conseguirei e eu os valorizo por isso.
Valorizo, ainda mais, por realizarem coisas tão lindas, de uma forma tão
especial: sendo simples!
Que
essa lição habite meu coração, a fim de que eu possa, na educação do
meu pequeno, retomar sempre estes valores vivenciando-os.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Pra apreciar a arte é preciso conhecê-la.
A
primeira vez a gente nunca esquece. Seja qual for a nova experiência, ela deve
ser curtida, valorizada, apreciada. Por isso, o post de hoje é sobre a primeira
vez que o Tom foi ao cinema e ao museu, tudo isso num final de semana só.
Primeiro
foi a vez da telona. Fomos ao cinema assistir Rio 2, cuja história é muito
bonita, apesar de não ser muito infantil. O que prendeu a atenção do Tom foi o
colorido sem igual e a beleza dos animais, de modo que ele ficou durante 1h40
dentro da sala do cinema, surpreendendo a mim e ao pai que não colocávamos
muita fé nisso.
Tudo
bem que nem tudo foram flores. Os primeiros 30 minutos foram de pura
concentração. Depois disso, veio o primeiro pedido para ir pra casinha, seguido
de um cochilo que completou a primeira hora do filme.
Quando
faltavam ainda 40 minutos, o pequeno acordou-se e ficou um pouco assustado com
o barulho e escuro. Novamente, pediu sua casinha, mas entendeu quando o
expliquei que esperaríamos acabar para sair.
Nessa
hora, abraçado a mim no maior denguinho, ficamos nos curtindo e curtindo o
filme, vivendo uma das coisas mais gostosas da maternidade: amar sem limites!
Assim,
os 40 minutos posteriores foram de muita calma e atenção. Sentado no meu colo o
Tom terminou de ver todo o filme e até bateu palmas no final, acompanhando o
que fazia um grupo de crianças que estava ao nosso lado.
Dessa
forma, avaliamos como muito bem sucedido o ingresso do Tom no maravilhoso mundo
cinematográfico, espaço que eu e o pai (principalmente o pai) amamos e
desejamos que seja muito frequentando pelo Tom.
Domingo
foi dia de Museu e a primeira experiência do pequeno nesse universo se deu no
maravilho espaço inaugurado recentemente em Recife: Memorial Luiz Gonzaga.
O
espaço é lindo! Muito bem arrumado, decorado e organizado. As peças estão
expostas de tal modo que nos levam a uma linda viagem ao mundo do Rei do Baião
e, para alegria do Tom, há uma sala com instrumentos que os visitantes podem
pegar e explorar.
A
experiência de visitar um museu foi muito rica para o Tom e para mim. Além de
poder ensiná-lo a observar, também fiz questão que ele aprendesse que naquele
lugar não tocamos em nada e que a única forma de explorar num museu é com os
olhos (no caso do Memorial Luiz Gonzaga também podemos explorar com os ouvidos,
pois há muitos fones para escutarmos as canções).
Tom
tirou nota 10 em comportamento e diversão! Adorou os passeios e deixou a mamãe
com gostinho de quero mais. Nossa vida no mundo da cultura está apenas
começando. No que depender de mim, o Tom vai amar!
E a
lição disso tudo, as crianças, assim como gente grande, só pode gostar do que
conhece. Se queremos que nossos filhos apreciem a arte, que tal apresentarmos a
eles o que há de mais valoroso?
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