Eu não sou você
Você não é eu
Mas sei muito de mim
Vivendo com você.
E você, sabe muito de você vivendo comigo?
Você não é eu
Mas sei muito de mim
Vivendo com você.
E você, sabe muito de você vivendo comigo?

Eu não sou você
Você não é eu.
Mas encontrei comigo e me vi
Enquanto olhava pra você
Na sua, minha, insegurança
Na sua, minha, desconfiança
Na sua, minha, competição
Na sua, minha, birra infantil
Na sua, minha, omissão
Na sua, minha, firmeza
Na sua, minha, impaciência
Na sua, minha, prepotência
Na sua, minha, fragilidade doce
Na sua, minha, mudez aterrorizada
E você se encontrou e se viu, enquanto olhava pra mim?
(...)
Eu não sou você
Você não é eu
Mas sou mais eu, quando consigo
Lhe ver, porque você me reflete
No que eu ainda sou
No que já sou e
No que quero vir a ser…
(Madalena Freire)
O poema acima traduz de forma linda e sublime
a importância das famílias no desenvolvimento humano. De alguma forma, tudo o
que somos, fomos e seremos é reflexo das interações que estabelecemos na
sociedade e, sobremaneira, no seio familiar.
É por isso que devemos pensar em como temos
nos relacionado com os nossos filhos, mesmo os que ainda são muito bebês.
Certamente, tudo o que queremos é que as crianças tenham um desenvolvimento
pleno e saudável. Para isso, é fundamental que entendamos a importância do
vínculo familiar, sobretudo entre a mãe e o bebê.
O que é vínculo? Vínculo é a forma como
chamamos o laço entre mãe (o pai também) e filho, sendo algo vital para a
criança, pois ela precisa se sentir desejada e amada para propiciar a
continuação harmoniosa e saudável de seu desenvolvimento.
Apenas estabelecendo um relacionamento pleno
e seguro com os pais a criança se torna capaz de seguir em frente para ter
amizades e relacionamentos amorosos satisfatórios no futuro, encontrando
acolhida em grupos variados.
A formação do vínculo não é automática e
imediata, pelo contrário, é gradativa e, portanto, necessita de tempo,
compreensão, dedicação e amor para que possa existir e funcionar adequadamente.
Como os vínculos são firmados?
A
criação de vínculos é um processo natural que se constrói de duas formas
principais: verbal e contato físico. Dessa forma, a partir de todas as
interações que acontecem no seio da família, tais como trocar fraldas,
amamentar, contar histórias, acalmar o bebê quando chora, etc.é que estaremos
estreitando as relações e solidificando os vínculos.
Por isso, é importante que ao realizar tais
ações nós sempre falemos com o bebê. A criança adora a voz da mãe (som que ele
escuta desde o ventre) e se sentirá bem se você realizar pequenos comentários
sobre as atividades que realiza, sobretudo se esses comentários forem
realizados de forma afetuosa.
Outra ação interessante no estreitamento dos
vínculos é a de cantar para o bebê. Normalmente, crianças gostam muito de ouvir
cantigas e canções infantis. Nunca é cedo para começar a introduzir a criança
no universo da música, pois, além de ouvir sua voz, a criança também aprenderá
sua língua materna a partir das palavras que escuta de você.
Além da fala, também foque o olhar em direção
ao seu (sua) pequeno (a). Olhar o bebê no rosto e sorrir fará com que ele se
sinta mais próximo de você, ajudando-o a se sentir seguro e contente.
Quanto ao toque, realizar massagens e
acariciar o bebê também é muito importante. Além de acalmar a criança em
momentos difíceis, o toque permite que mãe e filho se sintam cada vez mais
próximos.
Além das massagens, o banho também é um ótimo
momento para tocar seu bebê e fortalecer vínculos. Brincar delicadamente na
água e fazer espumas são algumas ações que o farão rir. Espirrar água e molhar
tudo o que puder, (incluindo você) é uma ação que deixará o bebê muito
contente. Por isso, evite controlar os movimentos que seu pequeno realizar, a
fim de que ele possa se expressar, alegrando-se nesse momento.
Para deixar a brincadeira mais interessante,
faça bolhas de sabão. No começo ele vai gostar apenas de olhar, mas, mais tarde,
começará a tentar pegá-las. Além disso, poderá usar livros e brinquedos
apropriados para o banho,fazendo desse momento situações de diversão garantida.
Outras muitas ações podem ser realizadas. O
importante é que pais e mães entendam que bebês gostam muito de se divertir. Se
permita descobrir inúmeras formas de fazer com que seu filho dê boas risadas.
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