segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Último post do ano




Ufa, 2012 está chegando ao fim. Hoje é o último dia deste ano que, com certeza, foi o mais difícil da minha vida. Quantas mudanças, quantas perdas, quantos dias de preocupação.
Contrária a toda essa avalanche de coisas negativas chegou, nesse mesmo ano, meu pequeno Tom para dar outra cor a esse ano que, sem ele, teria sido completamente negro.
Como pode um serzinho tão pequeno mudar tudo assim como ele fez. Tirar sorrisos de onde só havia pranto, tirar coragem de onde tinha muito medo, tirar muita fé de onde havia tamanha desesperança.
É por isso que, sem dúvida alguma, esse é o ano do pequeno Tomaz e da gratidão. Serei eternamente grata ao meu filho por te me mostrado que a vida sempre vale a pena, por ter me tornado o ser humano que sou hoje e, acima de tudo, ter me feito sentir um amor desse tamanho: infinito vezes mil.
Com ele a vida tá mais leve, mais fácil e mais cheia de poesia... com ele a vida tá mais completa, tá mais humana, mais cheia de energia... com ele a vida tá mais intensa, tá mais digna de se vivida, mais como eu queria.
E dessa forma eu começo 2013 dando início a outra viagem de mãe. Agora não sou mais a mãe viajante de um bebê recém-nascido. Sou uma mãe de um menino lindo prestes a completar 1 ano.
Que 2013 traga ao meu filho saúde, felicidade, amor, carinho, brincadeiras e tudo que ele precisa para se desenvolver bem e feliz. Peço isso porque se ele tiver tudo o que precisa, certamente, eu estarei feliz.
Te amo, Tom. Obrigada por ter vindo ao mundo em 2012. Sem você não seria possível passar por tudo que enfrentei! 



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O fim dos tempos e uma linda noite de amor


Quando eu ouvia há anos atrás a canção de Zeca Baleiro que diz assim: “meu amor, o que você faria se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria?” eu fantasiava muito:
- Eu comprava tudo o que tivesse vontade!
- Tomava três litros de Coca Zero sem parar!
- Comia tudo o que gosto sem me preocupar em ficar mais gorda do que estou!

Enfim, eu faria um monte de coisa que eu gosto e que me controlo diante delas porque tenho consciência de que exagerar prejudica minha vida futura. No momento em que esse futuro deixa de existir, eu posso enfiar o pé na jaca sem medo nem receio.
Acontece que ontem, diante de uma possível extinção terrestre anunciada pelos Maias para hoje (ou seja, após a meia noite os meteoros poderiam começar a cair), eu não fiz nenhuma das coisas que citei.
O que eu fiz foi pegar meus travesseiros, meu lençol, puxar a cama auxiliar que tem embaixo do berço de Tom e dormir velando o sono do meu pequeno.
O pai do Tom tinha saído, ido à confraternização do seu trabalho, e nós dois estávamos em casa... Na dúvida, preferi ficar ao lado do meu gordinho, pois, se algo acontecesse, não existiria a possibilidade de eu não conseguir chegar a tempo para estar com ele em meus braços no momento do fim do mundo.
Sei que isso tudo pode parecer meio louco. Admito que realmente é. Mas quem foi que disse que a maternidade é sã? Na verdade, é exatamente isso que pensa Winnicot: essa “loucura” materna é o quadro mais normal quando falamos em ser mãe.
Justamente por isso eu não fujo a regra e, se criarem outros boatos sobre o fim dos tempos, eu puxo de novo a caminha do quarto do Tom e me deito lá. Se o mundo não acabar, como aconteceu hoje, ao menos eu ganhei uma noite ao lado do maior amor da minha vida!
E ao acordar, vendo o mundo exatamente igual, eu fico com um sorriso igual a esse que o gordinho faz na foto abaixo.






quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

"10 coisas que nunca te explicaram sobre ter um filho"




1) Depois de 9 meses sendo a protagonista, você passa totalmente ao 2º plano, todas as coisas girarão em torno daquele pequeno ser que transformará de forma irreversível a sua vida.

2) Será quase impossível nos primeiros meses sair de casa na hora prevista.

3) De repente, tudo vai parecer extremamente perigoso, desde a poluição emitida pelos carros até os germes do chinelo fedido que o bebê insiste em levar à boca.

4) Mesmo você não gostando de comparações… será inevitável não querer saber se o bebê do vizinho dorme bem de noite ou se faz mais de um cocô por dia.

5) Ser mãe é mais cansativo que ter um trabalho em período integral, porque agora período integral são 24hs ao dia, 7 dias na semana… Ser mãe é um trabalho não remunerado, mas você vai se sentir altamente recompensada no primeiro sorriso banguelo as 6 hs da manhã.

6) Você vai descobrir que tem sim super poderes. Tomar banho em 2 minutos e almoçar em 5 são só alguns exemplos.

7) Para escolher os restaurantes, você vai trocar o guia Michelin, por qualquer restaurante family friendly.

8) Vai recuperar do fundo do baú músicas infantis de quando você era pequena e fazer questão de cantá-las para o bebê, sem se importar com a voz desafinada e com as adaptações das partes esquecidas.

9) Nunca mais lerá más notícias do jornal sem pensar “podia ter sido meu filho” e jamais conseguirá ser indiferente ao sofrimento de todas crianças do mundo.

10) Vai sentir um verdadeiro transbordamento de amor na primeira gargalhada espontânea, ao escutar o primeiro “mamãe”, nos carinhos das mãozinhas pequenas e em tantos pequenos grandes momentos de felicidade que a maternidade proporciona

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Gripe em filho = Cabelo branco em mãe


Por que criança adoece? Aliás, porque criança adoece tanto? Nossa... se tem uma coisa que deixa qualquer mamãe de cabelo em pé é a tal da doença no filho, seja ela qual for. Atire a primeira pedra a mãe que descorda disso.
Eu estou vivendo um momento no qual todos os meus cabelos estão em pé (ou seriam brancos?), pois de uns meses para cá todo mês o Tom pega um resfriado. O pior é que a impressão que tenho é que eles ficam cada vez mais fortes e resistentes.
O que ele está no momento foi terrível. Muito catarro, moleza no corpo e tosse que não se acaba mais. O resultado desses sintomas é um filhote molinho, abusado e que não dorme. Com isso, a mamãe fica um caco e preocupada pensando o que pode fazer para que o filhote melhore rapidinho.
O pior é que não tem muito o que fazer além de inserir a vitamina C, a nebulização de soro e Salsep nos cuidados diários. Agora é dar tempo para esse vírus chato ir embora, torcendo para que ele se canse de habitar meu filho o quanto antes. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Independência ou Morte!




Um dia desses minha sobrinha Amanda foi à minha casa visitar o pequeno Tom. Ao tocar a campanhia ela relatou que a minha mãe, avó do Tom, abriu a porta. Ela narra que olhou para minha mãe e perguntou:
- Cadê Janaína? – pra quem não sabe, Janaína é minha ajudante do lar, responsável por fazer as delícias que meu pequeno come.
Então minha mãe lhe respondeu:
- Na Cozinha.
E ela prosseguiu:
- E que está com Tomaz?
Foi quando Amanda avistou no chão da sala um menino gordinho e branquinho que, sozinho, se deslocava para lá e para cá sem necessitar da ajuda de ninguém. Ainda segundo relato da sobrinha ela disse que pensou: meu Deus, que independência!!!
Bem gente, pode parecer um besteirol essa história toda, mas não é mesmo. O relato de Amanda apenas confirma algo que eu já vinha percebendo há tempos: o Tom está independente. O que é ainda pior, ele está adorando isso e, cada vez menos, quer a nossa ajuda para o que quer que seja.
Parece que para me fazer entender que, de fato, tenho um filho grande, muito grande, abro o e-mail do baby Center de hoje e vejo um tópico sobre como ajudar meu filho a fazer amigos. Como assim, amigos??? Ele ainda é um bebê (ou será que sou eu apenas quem acha isso?).
O texto falava da importância da criança conviver com outras da mesma faixa etária, mesmo que elas ainda não interajam. É justamente a convivência entre elas que permitirá que reconheçam o outro como parceiro e possam, na interação, começar a estabelecer trocas.
Tenho percebido que, de fato, o Tom está trocando cada dia mais conosco. Ele já dá risadinhas interessadas para chamar nossa atenção, brinca de se esconder e acha a maior graça, sempre se divertindo quando nos disponibilizamos a diverti-lo (o que não é nada difícil)
É um grande privilégio ser a mãe dele e puder participar disso tudo!!! Agora tenho que pensar em situações nas quais ele possa conviver mais com seus amiguinhos, para que, cada dia mais, consiga construir amizades.
Espero que o Tom tenha na vida a mesma sorte que eu tive: ter grande amigos!
    

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

10 meses e os novos desafios


Nesse Décimo mês finalmente o Tom decidiu engatinhar. Ainda não vive para lá e para cá da casa o tempo todo, mas sempre que quer pegar algo que está mais distante, começa a mover-se com os quatro membros, ora engatinhando da forma convencional e ora como se fosse um cachorrinho deficiente.
Bem, o importante é que ele faz... da forma dele, no tempo dele, mas sempre mostrando que ele dá conta do recado e cumpre direitinho as etapas do desenvolvimento. Agora meu dever é ajudá-lo a ir além e, por isso, preciso propor algumas atividades que o ajudem a se desenvolver ainda mais.
Assim, novos objetivos surgem para essa fase, os quais os apresentarei a seguir, juntamente com as atividades que farão que tais objetivos sejam alcançados.

 Objetivos:
1- Engatinhar em padrão cruzado.
2- Sentar com equilíbrio perfeito de tronco e liberação de membros superiores. 
3- Erguer-se com apoio na posição de pé. 
4 - Trocar de posições: sentado para engatinhar e de engatinhar para sentado. 
5 - Dar alguns passos com apoio bilateral.

    Atividades relativas aos objetivos:
   
Objetivo 1:
Com apoio em 4 pontos(engatinhando), balançar a criança para frente, lentamente, usando brinquedos interessantes; estimular o engatinhar. Engatinhar na frente da criança, chamando-a pelo nome para perto de si.
    Colocar uma toalha de banho, passando pelo abdomem da criança na posição de engatinhar, segurar a toalha nas pontas e estimular o engatinhado. Gradativamente deixar a criança manter o peso do corpo nas mãos e nos joelhos e não na toalha.

   
Objetivo 2:
Colocar a criança sentada; segurá-la no quadril (por trás) e balançá-la para frente, para direita, para esquerda, deixando os membros superiores livres, estimulando assim as reações de equilíbrio de tronco.

   
   
Objetivo 3 e 5: Colocar a criança de pé, mantendo os joelhos em extensão (apoiados), abaixar e levantar o tronco, com apoio ora na mão direita, ora na mão esquerda.
- Usar caixas de papelão ou madeira, cheias de brinquedos, estimular a 
  criança a erguer-se, com apoio na caixa, para alcançar os brinquedos. 
- Dar apoio nas duas mãos da criança, estimulá-la para alcançar os 
  brinquedos. 
- Dar apoio nas duas mãos da criança, estimulando-a a dar pequenos 
  passos.
   
Objetivo 4: Estimular a criança a trocar de posição no espaço: estando sentada chamá-la para perto de você. Usar brinquedos atraentes, quando se aproximar engatinhando, estimulando-a a sentar-se para brincar. 
É isso então. Novas metas e novas atividades para o Tom... Espero que ele continue dando conta do recado, porque a mamãe aqui continuará estimulando-o.

Atividades retiradas do site Viva Maternal. Para le na íntegra, clique neste link.

domingo, 11 de novembro de 2012

A vida com Tomaz é Dez!


Quando escutamos o número dez, normalmente, vem a nossa mente a ideia de algo positivo. Quando tiramos dez na escola chegamos à nota máxima... Quando alguém nos diz que somos dez significa que somos alguém do bem, gente boa... Enfim, é um número que parece do bem.
Pois bem, agora meu pequeno alcançou essa marca e fez dez meses num momento em que a minha vida parece dez vezes mais feliz, dez vezes mais especial.
Com essa nova idade vieram junto dois dentinhos, febre, diarreia, nariz entupido, vômito (todas as vezes que o nariz do Tom congestiona, ele fica vomitador de novo. Eita refluxo que não nos abandona!) e tudo mais que todo pediatra diz que não tem nada a ver, mas que todo mundo que tem filho sabe que tem sim!
Veio também um menino que ainda não decidiu se vai ou não engatinhar e que gosta mais de se segurar nas coisas e sair dando os seus passinhos. Quando resolve “engatinhar” faz a imitação de um cachorrinho cotó, que puxa uma perna e arrasta outra de uma forma muito, muito, muito engraçada.
Veio um menino que tá cada dia maior, mais esperto e que agora decide o que quer comer e, até mesmo, a temperatura do alimento. Quando o almoço e/ou jantar começa a esfriar, tem que voltar ao micro-ondas e aquecer novamente se não ele enguia e não come de jeito nenhum.
Veio uma mãe cheia de saudade de um bebê que até ontem ela tinha, mas que, sem que ela percebesse, foi embora e, por mais que ela chame, ele não volta mais.
Então, é justamente por isso que essa mãe precisa se acostumar com o menino que substituiu o bebê para que ela possa começar a curtir essa nova fase da sua vida que, sem dúvida, vai ser tão DEZ quanto a anterior.
Porque o importante mesmo, é ter o Tomaz sempre junto comigo, seja na forma de bebê, menino, adolescente ou homem... porque seja como for, vou olhar para ele sempre como o meu bebezinho.
Parabéns pelos dez meses, filho! Te amo demais por ter deixado minha vida completamente dez!