quinta-feira, 29 de março de 2012

Amor de mãe

“As mães, em relação a seus filhos, possuem a maioria das virtudes que geralmente nos faltam (e que lhes faltam), ou antes, o amor nelas toma o lugar das virtudes, quase sempre e as liberta – pois essas virtudes só são moralmente necessárias, quase todas, por falta de amor. O que há de mais fiel e mais prudente, de mais corajoso, de mais misericordioso, de mais doce, de mais sincero, de mais simples, de mais puro, de mais compassivo, de mais justo (sim, mais que a própria justiça!) do que esse amor?
Não é sempre assim? Eu sei: também há a loucura das mães, a histeria das mães, a possessividade das mães, sua ambivalência, seu orgulho, sua violência, seu ciúme, sua angústia, sua tristeza, seu narcisismo.... Sim. Mas o amor quase sempre intervém nisso, o amor que não anula o resto, mas que o resto não o anula”
(Comte-Sponville, 1999).

quinta-feira, 22 de março de 2012

Estimulando os bebês: como fazer desses momentos espaços privilegiados de desenvolvimento


Gente, esse blog fala, preferencialmente, da estimulação dos bebês. Por esse motivo esse post tratará sobre como otimizar o estimulo que damos aos nossos filhos, potencializando o desenvolvimento dos mesmos.

Como fonte de consulta usei o livro GUIA PARA ESTIMULAÇÃO DO CÉREBRO INFANTIL, do Celso Antunes. As dicas encontradas nesse material são ricas e diversificadas, contribuindo para que o trabalho com os bebês seja interessante e variado.

Boa leitura, mas, sobretudo, bom trabalho!!!



Primeiramente perguntemos: Será que devo estimular mesmo o meu filho? Se eu não estimular, ele irá se desenvolver?  Claro que vai! O papel da estimulação é, em menor grau, ensinar coisas novas às crianças. Porém, em maior grau, o que a estimulação fará é “ensinar a fazer melhor o que, de uma maneira ou de outra, espontaneamente a criança aprende a fazer”.  É isso: ajudar o filho ou a filha a fazer MELHOR do que faria se conquistasse a competência sozinho (a)!

Para isso, algumas dicas são necessárias:

- Tenha cuidado com os excessos, pois estímulos excessivos podem desencadear estresse e impedir o desenvolvimento;

- Reserve um tempo específico para as atividades de estimulação, pois atividades estimulantes ocasionais , praticadas quando o mediador entediado não tem outra coisa para fazer, funcionam como o atleta de final de semana;

- Escolha com critério que áreas estimular, pois há atividades motoras, cognitivas, de linguagem, personalidade, etc. Em breve postarei atividades para cada área do desenvolvimento;

- Respeite sempre o nível de maturidade da criança, lembrando que as conquistas não acontecem quando queremos, mas quando corpo e cérebro estão maduros o suficiente. Não posso, por exemplo, desejar que o meu pequeno Tomaz, aos 2 meses e meio, consiga andar;

- Aprenda a ler os sinais emitidos pela criança. Para isso, verifique como ela reage aos estímulos, pois, quando a criança gosta da atividade, ela se desenvolve mais e melhor;

- Converse sempre, converse muito. Faça com que suas palavras acompanhem suas ações;

- Ensine à criança a escutar, usando, para isso, uma diversidade de sons;

- Torne a criança seu cúmplice.   


domingo, 18 de março de 2012

Conversa, conversa e mais conversa: Estimulando a linguagem dos bebês


 Um bebê recém-nascido ainda está aprendendo a descobrir o mundo, incluindo, a linguagem que é responsável pelos processos de interação que acontecem nele.


Nesse contexto, nós, os pais, somos muito importantes, pois somos nós quem apresentamos o mundo às crianças, ensinando-as (nesse momento uso a palavra ensinar parafraseando o sentido usado por Rubem Alves: ensinar é mostrar o mundo a quem ainda não viu).

Percebendo a nossa responsabilidade, precisamos nos atentar a alguns aspectos que serão fundamentais nos processos comunicacionais:

1-    É importante como você diz o que diz.

Quem nunca falou com um bebezinho de forma melosa e com voz infantil? Atire a primeira pedra quem nunca o fez... Tenho certeza que todos nós, ao conversarmos com um bebezinho, terminamos usando esse tipo de entonação na conversa, mesmo sem saber por que fazemos isso ou achando que essa atitude é boba e sem razão.

Pois bem, falar dessa forma não é tão absurdo assim. Esse tipo de linguagem doce e infantilizada é chamada de fala materna e é considerada perfeita no processo de comunicação adulto-bebê, visto que os pequenos  ainda não possuem a audição perfeita e, quando falamos usando esse tipo de linguagem, destacamos as vogais e os bebês conseguem, por isso, perceber os padrões fonéticos com mais facilidade.


2-    Fale muito e sempre.

Além da entonação a quantidade de palavras que dizemos aos nossos bebês também é muito importante. Uma das principais tarefas do bebê, no seu primeiro ano de vida, é descobrir as particularidades de seu idioma, as quais deve reconhecer e memorizar. Para adquirir tais competências, será necessário que o neném escute as palavras de seu idioma quantas vezes for possível... Não há limites para conversar com o bebê.

3-    Interaja!

Mas o bebê entende a nossa conversa? Claro que sim! Ele pode não reconhecer o significado das palavras usadas por você, mas, certamente, ele perceberá a afetividade que é inerente a este momento.

Justamente por isso precisamos ter cuidado ao conversarmos com um bebê. Como na maioria das vezes acreditamos que eles não nos entendem o que estamos dizendo, terminamos falando sem darmos o espaço para que o pequeno interaja e converse também. Na maioria das vezes a conversa entre pais e filhos é um verdadeiro monólogo

Não pode ser assim. A partir da sexta semana de vida uma criança já é capaz de “dialogar”. Por isso, ao terminar uma frase, vá reduzindo o tom da voz e esperando o momento do bebê lhe “responder”.  De início, ele pode não emitir nenhum som, entretanto, um olhar intencional, um movimento das pernas ou um resmungo pode ser a forma que ele encontra para interagir com você.

Por volta dos 3 meses, os bebês já conseguem definir melhor quando é a sua vez, que passa a ser marcada de forma mais suave e mais coordenada, contendo muitos uh, eh, ah e outros sons que ele conseguirá emitir.

Compreendendo estas questões devemos refletir:

- Damos chance do bebê nos responder quando conversamos com ele?

- Esperamos um pouco depois que falamos para dar a vez ao nosso filho?

- Apreciamos seja lá o que for que o bebê está expressando, mesmo que seja apenas um murmúrio ou um movimento brusco?
 
Acredite: os bebês adoram quando respondemos diretamente a eles, repetindo o que falaram como se isso, realmente, significasse algo. Por isso, se queremos atrair a atenção dos nossos filhos com nossas conversas, não podemos falar sozinhas nem desperdiçar os sons emitidos por eles.

Uma boa forma de continuar a conversa seria:Uhg!, Que legal, filho!



Fonte de Pesquisa: MCGUINNESS. Cultivando um leitor desde o berço: a trajetória do seu filho da linguagem à alfabetização. Rio de Janeiro, Record, 2006.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Ler para o bebê: um presente dos pais aos seus filhos


Assim como as particularidades biológicas inerentes a cada sujeito, as diferentes formas e intensidades de estímulos externos são decisivas no percurso do desenvolvimento humano, fazendo com que umas crianças falem cedo e outras nem tanto, que umas gostem de ler e outras nem tanto, que umas se socializem melhor e outras nem tanto.

Compreendendo essa questão não podemos permitir que as competências simplesmente sejam alcançadas pelos nossos filhos, mas precisamos dar aquela mãozinha, levando-os a alcançarem habilidades que, talvez, sozinhos não pudessem conquistar.

Dentre tais habilidades, podemos citar a questão da leitura, tão almejada por nós nesse século cheio de estímulos grafocênicos. Quem não deseja ter um filho que goste de ler e seja competente nesse ofício? É claro que todos os pais sonham com isso! Entretanto, não basta sonhar, é preciso agir. Temos que contribuir com formação de nossos pequenos, ajudando-os a conquistarem essa competência que, longe de ser natural, é produto de uma cultura na qual a leitura é fundamental.

Por isso, não deixe para amanhã a estimulação leitora de seu filho, acreditando que não é necessário ler para ele já que ele não entende o que você diz (como é o caso de Tomaz que tem apenas 2 meses). Da mesma forma como não esperamos o bebê discriminar e significar as palavras para conversarmos com ele, não devemos agir assim quando o assunto é leitura.

A leitura feita para criança deve ter início desde já. Não se deve esperar que ele leia (no sentido de estar alfabetizado) para ler para ele, mas, justamente, fazer o contrário. Inserir a leitura no cotidiano da criança, tratando-a como parte do cotidiano do bebê, ajudará a nosso filho reconhecer que essa atividade é prazerosa, contribuindo para que, futuramente, ele desenvolva prazer em realizar a leitura (esse já é um importante passo rumo a ser competente nesse ofício).

Mas quais os benefícios de realizar a leitura para meu filho ainda tão pequeno? Certamente muitos devem estar se indagando nesse momento. As vantagens são inúmeras e, dentre elas, podemos destacar que ler em voz alta para o seu bebê é uma atividade maravilhosa que ensina a comunicação básica , introduz números, letras, cores e formas, ajuda a construir vocabulário, a estimular a memória e a ouvir. Acredite ou não, quando o seu filho fizer um ano, ele já vai ter aprendido todos os sons necessários para o aprendizado da sua língua materna. Quanto mais histórias você ler pra ele, quanto mais palavras ele ouvir, melhor vai ser o seu vocabulário e fala.

Mas não é apenas no desenvolvimento cognitivo que a leitura é importante. Quando o pai, a mãe ou qualquer adulto significativo leem para o bebê ele percebe emoções e sons expressivos marcados pela história, o que ajudará no seu desenvolvimento emocional.

A leitura também estimula o bebê a olhar, apontar, tocar e responder perguntas que a mãe ou outro leitor o  faz, imitar sons, reconhecer imagens, virar páginas e, mais tarde, repetir palavras – tudo parte do desenvolvimento social e psicológico dele.

Todas essas vantagens já seriam suficientes para sentarmos e darmos início a uma boa leitura. Entretanto, talvez não sejam essas as maiores vantagens. A razão mais importante da leitura para o bebê talvez seja a conexão emocional entre o seu colo, a sua voz, seu carinho e os livros.

Ler para ele demonstrará que a leitura é importante!

Por isso que mesmo antes de nascer a leitura já fazia parte do cotidiano do meu pequeno Tomaz. Todo tipo de leitura faz parte de sua rotina, sobretudo a poesia, que é o gênero preferido da mamãe dele, estando, inclusive, marcado na parede do seu quarto (como demonstra a foto abaixo do quarto dele)

Livro de pano, livro de banho, livro de papel, história narrada em Cd... não importa como. O importante mesmo é apresentar a criança ao universo literário. Certamente, após encantar-se, ela não conseguirá mais sair dele.

Tomaz já foi apresentado. E seu filho, quando será?

Informações retiradas do site br.guiainfantil.com, disponível em http://br.guiainfantil.com/leitura-infantil/84-ler-para-bebes-estimula-seu-desenvolvimento.html



terça-feira, 13 de março de 2012

A visão de um bebê de 2 meses


Aos dois meses um bebê já consegue ver melhor o que se encontra ao seu redor. Dessa forma, é chegada a hora de estimular a visão do pequeno, que a partir desse mês descobre as luzes e fixa seus olhos nelas por um bom tempo. Para isso, algumas coisinhas podem ser feitas:
Use brinquedos coloridos e com luzes, colocando-os no campo de visão do bebê, a uns 15 ou 20 cm de distância, e mova para que ele acompanhe com os olhos. É importante lembrar-se de verificar a indicação de idade na embalagem, para que essas luzes e sons não agridam o bebê.
- Coloque o bebê em uma posição que ele consiga enxergar o que está ao seu redor, conversando com ele e mostrando questões a serem observadas.
- Use móbiles no berço para que ele acompanhe o movimento dos brinquedos. Escolha os mais coloridos que encontrar, lembrando que as cores que mais atraem a atenção do bebê são o vermelho e o amarelo.
- Coloque a criança para ver DVDs infantis e que sejam bastante coloridos. A galinha pintadinha e A Turma do Cocoricó são boas pedidas. Lembre-se apenas de não deixar a criança exposta por muito tempo a esse tipo de estímulo. 15 minutos pela manhã e 15 à tarde é um tempo suficiente. Tomaz fica grudado na TV. Quando passamos pela frente dela e ele enxerga o colorido, fica reclamando quando saímos da frente. É muito engraçado. 

domingo, 11 de março de 2012

A linguagem do bebê aos dois meses

Aos dois meses de vida um bebê começa a apresentar algum progresso em relação a sua linguagem. Antes dessa fase apenas o choro era esboçado por Tomaz. Há uma semana, mais ou menos, ele começou a vocalizar alguns sons: Ah, Eh, Uh (conforme tinha sido destacado que aconteceria pelo livro A vida do Bebê do Dr. Lamare).
Aproveitando que isso estava acontecendo, o papai do Tomaz começou a brincar com ele, para que ele ficasse um pouco agitado, interagindo com ele. Nessa hora Pery perguntou:
- Quem é o amor de papai?
Prontamente o pequeno fez:
- Eh!
Esse sonzinho  logo foi interpretado pelo pai como sendo: EU
Vocês já podem imaginar a alegria do pai, imaginado que o filhote o estava respondendo.
É claro que sabemos que esses sons são involuntários, mas, mesmo assim, nos trazem muita alegria

sexta-feira, 9 de março de 2012

Segundo mês... O que pode ser feito pelo nosso filhote!


 Oba! Hoje Tomaz faz dois meses! Passados os sustos iniciais frutos de suas dificuldades e de minha imaturidade materna (não posso esquecer que ele é meu primeiro filho), além do período de adaptação dele comigo e meu com ele, é chegada a hora de arregaças as mangas e começar a estimular o filhote como ele precisa e merece.

Claro que tenho que ter muitos cuidados com ele: não estimulá-lo após as alimentações (caso contrário a sessão estímulo se transforma em sessão vômito), não realizar atividades que comprimam seu abdome... enfim, nada que o faça regurgitar ainda mais. Mesmo assim, ainda posso fazer muitas coisas com o pequeno, buscando, sobretudo, contribuir com seu desenvolvimento. É a história que Fernando falou no post do dia 05 -03: manter e flexibilizar as expectativas!

Nesse segundo mês o que Tomaz precisa mesmo é começar a controlar  melhor sua cabeça. Como ele fica muito no colo por conta do refluxo, conseguir essa competência  tem sido particularmente difícil para ele. No colo ele ainda manifesta algum controle, mas, ao ser colocado de bruços  (o que é raro), ele não levanta a cabeça nem reage muito, além de abrir o maior berreiro. Por isso, a partir de agora fará parte de sua rotina brincar com a mamãe, vivenciando mais situações nas quais ficar de bruços seja necessário.

Bem, mas o que efetivamente poderá ser feito para que Tomaz controle plenamente sua cabeça e prossiga no rumo de um desenvolvimento satisfatório?

Buscando fortalecer sua musculatura estimularei que ele vire a cabeça de um lado para o outro, usando a atividade do Chocalho. Para isso comecei a colocar em seu bracinho uma pulserinha de sapo com um chocalho dentro. O objetivo dessa atividade é que ele possa escutar um barulho cada vez que se movimentar. Com isso, interessado em buscar o som, tenderá a virar a cabeça para o lado, buscando encontrá-lo. Isso contribuirá com o fortalecimento da musculatura de seu pescoço e, consequentemente, um melhor controle da cabeça.

Outra atividade interessante é a do Espelho, espelho meu! retirada do livro OS INCRÍVEIS PRIMEIROS ANOS do Dr. Martin Platt. Nessa atividade será explorada a percepção visual do bebê, através da exposição de sua imagem ao espelho. Segundo Platt, “desde cedo um bebê adora olhar para a própria imagem, mesmo que ainda falte alguns meses antes que saiba o que está vendo! Com três meses, talvez comece a sorrir para o que vê. Virar para se olhar no espelho vai ajudá-lo a aumentar a força dos músculos do pescoço e melhorar o controle da cabeça”. É legal que essa atividade seja feita junto com a mãe ou o pai. Segure um espelho inquebrável e olhe junto com ele. De início os pais podem ajudar ao bebê a posicionar a cabeça. Após um tempo ele conseguirá fazer isso sozinho.

Além dessas atividades também deveremos deixá-lo de bruços por certo tempo e, com a ajuda de objetos sonoros e/ou coloridos, estimular que ele levante a cabeça para encontrá-los. A cada conquista do bebê, é importante que seja comemorado e que ele se sinta feliz com isso. Bater palmas, usar interjeições comemorativas e cantar músicas alegres pode ser muito interessante.

Para saber se o desenvolvimento do nosso filho está seguindo o curso natural, podemos usar as informações disponíveis no site do Baby Center, as quais serão replicadas abaixo:

Recém-nascido

Os músculos do pescoço do bebê são fracos quando ele nasce, portanto ele precisa de você para sustentar a cabeça, pelo menos no primeiro mês. Talvez seja a forma de a natureza garantir grandes períodos de interação cara a cara entre mãe e filho.

Quando pegar seu bebê no colo, olhe nos olhos dele. É uma sensação incrível, que vai colaborar para consolidar a ligação entre vocês dois e fazer com que o bebê se sinta seguro e amado.

De 1 a 2 meses


Ao final do primeiro mês de vida, o bebê consegue erguer um pouquinho a cabeça e olhar para os lados quando deitado de bruços. Por volta de 6 semanas, se for uma criança forte, vai conseguir levantar a cabeça mesmo deitada de barriga para cima.
Quando carregada de pé no colo, ela controla a cabeça sem muita firmeza, por períodos curtos. Também tem força suficiente para levantar a cabeça quando está sentada na cadeirinha do carro ou num bebê-conforto, mas ainda não dá para andar num carrinho muito sentado nem naquelas mochilas de levar o bebê nas costas ou na frente conhecidas como canguru. Para essas aventuras, é melhor esperar até que o bebê consiga sustentar a cabeça sem ajuda.

De 3 a 4 meses


Você vai notar um claro avanço no controle da cabeça nessa fase. A criança consegue erguer a cabeça até o ângulo de 45 graus quando deitada de bruços e mantê-la levantada com firmeza.





Disponível em http://brasil.babycenter.com/baby/desenvolvimento/controle-da-cabeca/